terça-feira, 3 de novembro de 2009






Este blog tem como objectivo informar os adolescentes acerca da problemática da Gravidez na Adolescência.


A adolescência é um caminho de busca de nós próprios para sermos responsáveis pela nossa própria vida. É fundamental que cada adolescente tenha responsabilidade pelos seus actos, e noção de que um “passo em falso” pode mudar drasticamente as suas vidas. Esse “passo em falso” pode levar a uma gravidez indesejada.

Quando a adolescente engravida, há que tomar uma decisão. Dependendo da decisão tomada, abortar ou levar a gravidez adiante, a responsabilidade não deve ser apenas de uma pessoa. Seja qual for a opção tomada, o aborto não deve ser apresentado como um recurso de fácil acesso, mas sim uma situação rara e excepcional, que deve ser bem ponderada, pois trará por vezes consequências.







A adolescente perante a gravidez é envolvida numa dupla crise de desenvolvimento, a crise da adolescência por um lado e a da gravidez/maternidade por outro, o que pode conduzir a um estado de desequilíbrio emocional.
Através de vários estudos pode concluir-se que a maioria das jovens grávidas possuem ausência de uma educação sexual adequada, estão inseridas em contextos familiares muito desestruturados, apresentam problemas emocionais e problemas socioeconómicos e apresentam um baixo nível de escolaridade. As que conseguem emprego, e pelo facto de terem reduzidas habilitações literárias, usufruem de baixos rendimentos.
A maioria das adolescentes que engravidam encontram-se numa situação de abandono escolar, no entanto, aquelas que ainda frequentam a escola acabam por interromper os seus estudos e por, directa ou indirectamente serem excluídas do sistema educativo. O desejo de afastamento da escola parece estar associado ao facto de terem dificuldades de relacionamento interpessoal, apresentando por isso um reduzido número de amigos e uma baixa qualidade das relações de amizade.
Uma grande parte destas adolescentes parece não terem um projecto de vida definido, tendo a gravidez ocorrido sem ser desejada ou planeada. Para complicar a situação, a adolescente não é a única pessoa para quem a gravidez é problema. Também a família, principalmente no início, tem dificuldade em aceitar a gravidez, o que vai causar um certo descontrolo emocional e gerar na jovem sentimentos de abandono. O facto de a gravidez fora do matrimónio ser ainda motivo de marginalização e estigmatização provoca também desajustes graves em termos emocionais e sociais.
Outros indicadores que demonstram que as jovens mães apresentam percursos marcados por maiores desvantagens são o facto de estas apresentarem maiores taxas de dissolução dos casamentos e filhos com menores níveis de funcionamento.
Atendendo a tudo aquilo que foi referido, torna-se urgente intervir em diferentes contextos: individual, escolar, familiar, para que os factores que tornam as jovens mais vulneráveis sejam reduzidos ao mínimo e o seu bem-estar possa ser elevado ao máximo.